18/12/2014
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Execução

Por que algumas empresas planejam, planejam, e não conseguem colocar em prática aquilo que pregam? O que diferencia um líder carismático de um líder executor? O que faz uma empresa ser competitiva nos dias de hoje? Estas questões são abordadas por Ram Charan e Larry Bossidy, no livro “Execução: a disciplina para atingir resultados”.

Para os autores, atualmente, a diferença entre uma empresa e sua concorrente é cada vez mais a habilidade de executar. Se seus concorrentes estão executando os planos melhor do que você, estão derrotando você aqui e agora; os mercados financeiros não irão esperar para ver se sua complexa estratégia vai dar errado. E a capacidade de execução está pautada em três pontos principais: execução é uma disciplina e parte integrante da estratégia; execução é o principal trabalho do líder da empresa; e execução deve ser um elemento-chave da cultura de uma organização.

Charan & Bossidy argumentam que, para a colocação em prática dos princípios, é crucial o entendimento da disciplina envolvida no processo de fazer as coisas acontecerem. Execução deve ser entendida como um processo sistemático de discussão exaustiva dos “comos” e “quês”, questionando, levando adiante o que foi decidido e assegurando que as pessoas terão sua responsabilidade específica pela execução. O cerne da execução está nos três processos-chave: pessoal, estratégia e operação. Neste sentido os autores ressaltam o papel da liderança: o mais importante é que o líder da empresa e sua equipe de executivos devem estar profundamente envolvidos nos três processos. Eles são os “donos” dos processos – não o pessoal de planejamento estratégico ou de recursos humanos ou de finanças.

Liderar é muito mais do que pensar grande ou conversar informalmente com os investidores e com os legisladores, embora isso seja parte do trabalho. O líder precisa estar envolvido pessoal e profundamente no negócio. Assim, o líder deve se encarregar de fazer acontecer, gerenciando os três processos-chave – escolhendo outros líderes, estabelecendo o direcionamento estratégico e conduzindo as operações. Para isto, o diálogo é uma das atribuições principais do líder. Apenas o líder pode estabelecer o tom do diálogo na organização. O diálogo é o cerne da cultura e a unidade básica de trabalho. Liderar para fazer as coisas acontecerem não é gerenciar detalhes, ou ser “prático”, ou tirar a iniciativa das pessoas. Pelo contrário, é envolver-se diretamente – fazendo as coisas que os líderes devem fazer em primeiro lugar. O líder que executa monta uma arquitetura de execução. Estabelece uma cultura e processos, promovendo as pessoas que fazem acontecer mais rapidamente e dando-lhes maiores prêmios por isso.

Assim como o líder precisa estar totalmente envolvido na execução, todos os demais membros da organização devem entender e praticar a disciplina da execução. Enfocar a execução não é apenas parte essencial da cultura da empresa, é a única forma segura de provocar mudança cultural profunda. Albert Einstein levou mais de uma década para desenvolver uma prova detalhada que explicasse a teoria da relatividade. Essa foi a execução – os detalhes da prova em cálculos matemáticos. O teorema não teria sido válido sem a prova. Einstein não poderia ter delegado o trabalho. Foi um desafio intelectual que ninguém mais poderia enfrentar. Se o líder tem dúvidas sobre a capacidade da organização em executar, deve aprofundar a discussão.

O que faz exatamente um líder que está encarregado da tarefa de executar? Como ele consegue evitar ficar preso a detalhes que envolvem a gerência de uma empresa? Há sete comportamentos essenciais que o líder deve adotar: conheça seu pessoal e sua empresa; insista no realismo; estabeleça metas e prioridades claras; conclua o que foi planejado; recompense quem faz; amplie as habilidades das pessoas; e conheça a si próprio.

Assim, nestes tempos de tantas mudanças a capacidade de execução é o que garante a competitividade de uma organização. Os autores concluem apontando as quatro qualidades-chave que fazem a firmeza emocional: autenticidade, consciência de si próprio; autocontrole e humildade.

Este e outros livros estão sendo apresentados, de forma didática e dinâmica, através do programa Leituras Conectivas – informações através do site www.leiturasconectivas.com.br.

 

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